quinta-feira, 30 de agosto de 2007


A noite me engole
E a cada dia ela me mata
no frio sereno que me muta
E a dor de ti me corta a pele

Sinto falta de mim, sinto
falta do aconchego,
desse desassossego
de noites brancas ao meu espírito

A luz da lua toca-me sutilmente
E eu morro, morro
Tanto que sem chão, não corro
E choro serenamente

À noite, me engole
a lua, me devora
Me leva embora, hora
que aqui, de dentro, me escapole.

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Em uma noite sombria, em que em mim eu mal cabia. 30/09/2007




3 comentários:

Unknown disse...

Geo, querido!!!

Adorei seu comentário. Quanto ao meu de agora, pelo fato de eu ter acabado de chegar de um bar... não sei... talves sóbria eu falaria mais claramente. rs.
Acho que quando o "eu lírico" não cabe nele mesmo, como foi seu caso... ah... é aí que nasce um poema como o seu. Feito exatamente de modo que não cabe apenas aos olhos, nosssos, de leitores. E, no entanto, vem pra alma... sempre aberta...e inquieta. Estarei aqui também. Espero que da próxima vez, sóbria. rsrsrsrs

beijos, querido!

Maria disse...

Inquietudes a nos observar ocultamente...Gostei muito daqui, dos sonetos, da prosa, do encanto gótico que permeia suas palavras.Voltarei mais e mais, com certeza.
Beijo e bom feriado para você também !!!

ANALUKAMINSKI PINTURAS disse...

Além da encantatória imagem lunar, as palavras nos levam longe... mas, diria, não apenas ao leito da melancolia: também é possível vislumbrar, ou melhor, sentir, o palpitar da paixão, o pulsar do desejo, da luz, das almas, dos olhos... Singelo e belo poema, cheio de sutilezas, em suas linhas curvas e enluaradas!!!